

Diagramação

Diagramar é criar e executar, segundo as linhas fundamentais do planejamento gráfico e de acordo com critérios jornalísticos e artístico-visuais, a distribuição gráfica das matérias a serem publicadas em veículo impresso e prepará-las para as oficinas”. Tal conceito foi válido até o início da década de 90.Em outras palavras, a diagramação busca dar o padrão de representação gráfica, ligando harmonia e técnica”.
A diagramação no Brasil antigamente, principalmente a partir dos anos 40, era muito amadora. As “bonecas” (moldes das páginas que eram preparadas e trabalhadas antes do original ser enviado às rotativas) eram dobradas em 8 colunas para marcar a lauda, não havia cálculo gráfico, não havia uniformidade tipográfica e o planejamento visual era bastante artesanal.
Com a modernização da indústria gráfica, as oficinas e máquinas ficaram mais eficientes, levando em conta os elementos semânticos e estéticos do discurso gráfico.
A partir da renovação do projeto gráfico do Jornal do Brasil, na década de 50, inspirado na arte concretista, os outros jornais também passaram a utilizar um estilo mais “formatado” de diagramação. A criatividade foi sendo cada vez mais sufocada pelas regras e padrões de paginação.
Atualmente, as empresas jornalísticas seguem os padrões de diagramação como tipos e fontes, quantidade de toques e linhas, colunas, etc. Ainda se reconhecem nas técnicas de paginação as seguintes mudanças implantadas por Amílcar de Castro (intelectual mineiro, escultor e diagramador responsável pela reestruturação gráfica do suplemento de cultura do Jornal do Brasil, no final da década de 50):
· Confronto de horizontalidade e verticalidade das matérias;
· Ausência de quase todos os fios;
· Títulos em caixa baixa;
· Tipos e fontes padronizados;
· Amplo claro entre as colunas;
· Utilização de lauda padrão.
· Valorização do material fotográfico.




